quarta-feira, 15 de abril de 2009

Não há empregos no Brasil...?

Como reter talentos na área de TI
Demanda por mão-de-obra qualificada, mudanças na dinâmica do mercado e alta rotatividade de funcionários determinam que os CIOs criem políticas para garantir a permanência de seus colaboradores na empresa
Patrícia Lisboa, repórter da CIO
Publicada em 09 de abril de 2009 às 14h25
A falta de profissionais capacitados em TI e as mudanças relativas à dinâmica mais competitiva do mercado têm levado grandes empresas a investir no desenvolvimento interno de colaboradores como medida para reter seus talentos.
“Além de treinamento e capacitação, gestores devem garantir que os membros de seu time tenham benefícios financeiros e desafios profissionais compatíveis com o potencial individual”, analisa Ricardo Basaglia, gerente da divisão de TI da Michael Page no Brasil, que atua com recrutamento de executivos. Ainda segundo o especialista, esse assunto deve merecer uma atenção especial dos CIOs por conta da falta de profissionais capacitados no mercado de tecnologia.
Levantamento realizado pelo Gartner – entre setembro e dezembro de 2008 –, aponta que 72% dos executivos de TI acreditam que não possuem as pessoas certas em suas equipes ou que são poucos os colaboradores de qualidade para o volume de trabalho. Ainda levando em conta as estratégias de desenvolvimento de pessoal, a pesquisa aponta que a atração e a retenção de talentos para a organização caiu de 3ª para a 8ª posição nas prioridades dos CIOs.
Os dados, de acordo com Basaglia representam um alerta. Isso porque, na opinião do especialista, os gestores não podem relegar a segundo plano essa questão da retenção dos seus principais talentos, se quiserem manter a qualidade das atividades de TI.
Alvo de políticas globais de Recursos Humanos, as iniciativas de desenvolvimento interno de colaboradores cresceram bastante no último ano com as instabilidades financeiras mundiais. “As companhias mais competitivas estão apostando alto na capacitação como forma de garantir a permanência de seus funcionários na organização no período de retomada da economia”, conta Fernando Feitoza, superintendente comercial da Across , consultoria especializada em desenvolvimento organizacional com foco em gestão de pessoas.
Dados da IDC mostram que, de 2006 até 2009, serão gerados na América Latina pelo menos 630 mil empregos em tecnologia, metade delas no Brasil (47%). Segundo a consultoria, apenas para desenvolvimento de software, no País existem 15 mil vagas abertas.
Um dos reflexos diretos dessa demanda é a alta rotatividade de colaboradores altamente capacitados na área de tecnologia. Um problema que afeta os CIOs, os quais precisam liderar as iniciativas formais de treinamento e desenvolvimento de suas equipes.
Para Randy Di Stefano, fundador do ICI (Integrated Coaching Institute) e autor do livro “Líder-Coach: Líder Criando Líderes”, quanto mais brilhante é o funcionário, mais ele quer sentir que está crescendo e se desenvolvendo. “Muitos profissionais têm escolhido trabalhar em empresas devido às oportunidades de crescimento e às política de desenvolvimento da organização”, diz o especialista, que complementa “o conceito de gestão de carreira hoje atrai os talentos quando eles percebem que podem crescer profissionalmente na companhia. Se não há crescimento, seja de cargo ou de conhecimento, a tendência é que o bom profissional procure outro emprego”.
Na prática, contudo, a liberação de budget necessário para a retenção de talentos pode não ser tão simples como apresentada na teoria. Por isso, Feitoza aponta que os líderes de TI precisam estar preocupados com três questões específicas:
• Mapeie os recursos para identificar o perfil de cada membro da equipe e os talentos mais promissores. Assim, poderá ter a visão completa do tipo de profissional que mais necessita e quais colaboradores merecem mais atenção;
• Identifique os desafios da área para os próximos anos e tente adaptá-los à equipe que possui hoje. Dessa forma, conseguirá enxergar as habilidades que devem ser mais desenvolvidas nos funcionários, individualmente;
• Classifique os riscos que a companhia corre se a iniciativa proposta não for implementada. Mostre, no papel, como o treinamento dos profissionais que formam a equipe de TI trará benefícios ao negócio.

ÔOO Brasil....

Brasil sobe de 12º para quinto lugar em emissão de spam.

Por Daniela Braun, editora executiva do IDG Now!
Publicada em 14 de abril de 2009 às 11h57

São Paulo - EUA, Rússia, Turquia e China lideram envio de spams. Brasil teve 4% de participação no envio de spams mundial, diz Symantec.
O Brasil é o quinto maior emissor de spams no mundo, revela o Relatório Sobre Ameaças de Segurança na Internet, divulgado nesta terça-feira (14/04) pela Symantec. Mundialmente, o País foi responsável por 4% de todo o spam enviado. Na América Latina, o Brasil liderou o envio de mensagens não solicitadas, com 29% de participação na região, em 2008.
O uso de serviços financeiros para envio de phishing cresceu de pouco mais de 50% para 76% das tentativas de golpes virtuais por e-mail em 2008. Os spams relacionados à categoria de internet cresceram de 19% para 24% em um ano.
Durante o ano passado, a Symantec observou um aumento de 192% na detecção de spams em toda a rede mundial. O volume cresceu de 119,6 bilhões de mensagens em 2007 para 349,6 bilhões de spams no ano passado.
Atualmente, entre 60% e 85% dos e-mails enviados em todo o mundo representam mensagens indesejadas, de spam ou phishing, destaca Paulo Vendramini, diretor de engenharia de sistemas da Symantec na América Latina.
Os Estados Unidos lideram o ranking de envio de spams embora tenham apresentado uma queda de participação de 45% em 2007 para 25% em 2008. A Rússia, em segundo lugar, dobrou sua participação entre os países que mais enviam spam - de 3% em 2007 para 6% em 2008. Em terceiro lugar está a Turquia, cuja participação neste ranking também aumentou de 1% para 5% em um ano, e em quarto lugar está a China.